terça-feira, 29 de junho de 2010

Merhaba!!!

Essa é uma semana emocionante, pois nessa semana eu finalmente comecei a fazer o que eu vim aqui para fazer! Ou não...

Quem conversou comigo antes de eu vir ouviu o seguinte:

“Eu vou fazer trabalho voluntário na Turquia. Vou ensinar inglês para crianças de 5 a 8 anos, em um Summer Camp, no mesmo estilo dos acampamentos de verão americanos de filme. E eu vou ficar num alojamento do próprio Summer Camp”.

É, pois é... Agora, a verdade nua e crua:

“Eu vou fazer trabalho voluntário na Turquia. Vou tentar ensinar inglês para adolescentes de 15 a 18 anos, na Universidade de Kocaeli. E vou ficar hospedada em uma host family turca”.

Lição número 1 do intercâmbio: não confie nas informações que os AIESECers turcos te derem (seja em relação a datas, roupas, trabalho, ou whatever).

Lição número 2 do intercâmbio: não subestime a barreira de linguagem entre duas pessoas, que pode transformar um acampamento de verão em um curso de férias em uma Universidade.

Agora, críticas à parte: no final, saiu melhor do que encomenda. Como já deve ter dado para perceber, estou amando a minha host family. E além disso, me dou melhor com adolescentes do que com crianças (and that must mean something). Então, no final das contas, está ótimo.

No total, temos mais de 100 alunos inscritos no curso, com idades entre 12 e 20 anos, e os mais variados níveis de inglês. E somos em 30 intercambistas, das mais diversas partes do mundo (principalmente Europa e Ásia).

Ontem foi o primeiro dia de aulas. Começamos com uma apresentação da AIESEC, dos membros, dos intercambistas, e algumas dancinhas para descontrair os teenagers... Mas tudo isso foi feito no “grande grupo”, ou seja: os 100 teenagers num mega-auditório, e todos os intercambistas AIESECers trabalhando juntos.

Hoje a coisa começou a ficar um pouco mais tensa: dividimos os grupos com os quais vamos trabalhar durante essa semana e a próxima. Eu, por exemplo, estou num grupo com mais 3 intercambistas da AIESEC (Ajeng - Indonésia, Marina – Rússia, Pavol – Eslováquia), e seremos responsáveis por um grupo de 12 alunas até o final do curso. “The Green Team”.

Gente, QUE TENSO! Estava me sentindo a típica “tia de recreação de resort da Bahia”. Com o pequeno detalhe de que são teenagers turcas, com um nível de inglês péssimo, me olhando com caras que iam do “amor” ao “ódio” (passando por sentimentos tão diversos quanto medo, desprezo, desconfiança e afins).

Além disso, por conta da mega desorganização dos AIESECers, antes de começar a nossa aula de hoje (tema: Team Building) tivemos somente uma “reunião” de 10 minutos para dividir as tarefas. Estávamos todos mais perdidos do que... Bom, vocês sabem.

Graças ao bom Deus (ou Allah), no meu grupo tem um AIESECer eslovaco super experiente (o Pavol – fala-se “Pali”), sempre bem preparado, e mega-carismático com adolescentes (ainda mais porque é um grupo de 12 meninas, e entre os “teachers” ele é o único homem). Esse sim, um modelo de “tio de recreação de resort da Bahia”. So let’s say that he saved the day.

De qualquer forma, nossa “aula” foi basicamente brincadeiras e jogos, porque como eu já disse (várias vezes), o nível de inglês das meninas é bem ruim. Então para fazer elas começarem a falar já foi quase um parto. Imagina só se nós resolvermos passar duas horas apresentando powerpoints sobre “Empowerment” ou “Entrepreneurship” pra elas! Aí não tenho nem dúvidas de que seremos odiados.

Bom, no final das contas acho que não foi tão ruim assim. No intervalo do almoço algumas das meninas até vieram conversar comigo, e falaram que estavam gostando das atividades... Que bom! Tem um ditado popular que nunca fez tanto sentido para mim quanto agora: “a necessidade é a mãe da invenção”. Ou como diria o sábio Faustão... Se vira nos 30!

Mudando completamente de assunto, uma coisa engraçada aconteceu essa semana. Os que acompanham o blog desde o início estão lembrados que algumas pessoas da minha família tem um probleminha de mau-cheiro, né? Então...

Na semana passada eu fui ao supermercado comprar alguns itens de higiene pessoal, e entre eles, um desodorante. Achei um cheirosinho em miniatura, e pensei: “perfeito para carregar na bolsa nesse verão infernal”. Então comprei.

Aí no sábado eu tava com a minha irmã mexendo na minha bolsa, tirando tudo de dentro para reorganizar (bem a minha cara), e pegando as coisas uma a uma: necessaire, agenda, óculos escuros, carteira, DESODORANTE... Hmmmm... Pensei “poxa, não vou perder a oportunidade né?”. Mostrei pra ela, com um papo do tipo: “Hey, B., look what I bought at the supermarket last week!”. Ahahahahahahah…

Ela pegou, olhou, cheirou, e falou que queria comprar um desodorante, mas que sempre ficava em dúvida para escolher, porque eram tantos, e com cheiros tão bons... (Tá, pausa: se ela sente o cheiro do desodorante, não pode ser que ela não sinta o seu próprio cheiro). Eu falei algo do tipo “Guria, o meu é super bom! Compra igual, dá pra carregar na bolsa e tal”. Ok né, achei que não ia dar em nada...

Eis que ontem à noite ela chega em casa com comprinhas: DOOOIS desodorantes! Um em spray e um em roll-on. Para quem não tinha nenhum até agora (sim, eu procurei por tudo), a menina mandou bem!!! Ainda não vi ela usando, mas amanhã farei questão de passar o meu enquanto ela estiver olhando, vamos ver se novamente vou ter bons resultados.

Bom pessoas, por hoje é só isso mesmo.

Desejem-me boa sorte com as adolescentes assustadoras, e torçam por mim!

Beijos e abraços,

Saudades!

domingo, 27 de junho de 2010

Teşekkür ederim!

Oi pessoas! O post de hoje vai ser um resumo do meu final de semana, que não teve muitos acontecimentos emocionantes... Dessa vez é só pra mantê-los informados mesmo.

Sexta-feira:

Mais um dia normal de trabalho / reuniões / treinamentos na AIESEC. O único “acontecimento” do dia foi o jogo do Brasil (eu sei que eu não entendo porcaria nenhuma de futebol, mas não achei muito emocionante aquele jogo não).

Por volta das 16 horas (10 horas no Brasil) já estávamos eu, a Fê, a Maísa, a Ana e a Susy (3 brasileiras de Goiânia) prontíssimas para o jogo – uniformizadas, com todas as tarefas do dia terminadas, só esperando o pessoal se mexer (afinal de contas, já é fato conhecido de todos a enrolação dos turcos da AIESEC). A Fê, muito paciente que é, das 16h às 16h30 já tinha soprado a vuvuzela dela no ouvido de 90% do office, e quase dava pra ver a fumacinha de raiva saindo da cabeça dos turcos.

Deu 16h15, 16h30, 16h40, 16h45, e ninguém se mexia... Então resolvemos arrastá-los pro pub à força mesmo. Aqui na Turquia isso é muito fácil: foi só sair na rua e fingir que cansamos de esperar, e que estávamos indo sozinha pro pub de qualquer jeito. Andamos aproximadamente 50 metros sem olhar para trás, e quando olhamos (antes sequer de chegar na esquina) já tinha um coitado da AIESEC nos seguindo – porque é óbvio que eles não iam deixar as 5 brasileiras uniformizadas irem sozinhas para o pub.

(Aqui eu faço uma pausa para ressaltar novamente a “surrealidade” do relato: ter que arrastar um homem à força para um pub, para assistir um jogo da copa e tomar cerveja, numa sexta-feira as 17h da tarde? Isso não existe!!!)

Sobre o jogo em si não vou me dar ao trabalho de comentar, pois todos sabem como foi. O legal mesmo foi ver os outros intercambistas uniformizados (um dos meninos da Indonésia foi de verde e o outro foi com uma camiseta escrito “Brazil”), todos torcendo junto com a gente, muito provavelmente de tanto que enchemos o saco de todo mundo a semana inteira. Achei massa!

À noite em casa tive mais um daqueles momentos que sozinhos fazem um intercâmbio inteiro valer à pena. Ficamos eu, minha mãe e minha irmã conversando sobre Brasil, Turquia, religião muçulmana e relacionamentos (a minha irmã na verdade era mais a tradutora mesmo).

Minha mãe queria saber por exemplo como funciona a questão de “give girl” e “take girl” no Brasil – porque aqui, por exemplo, se você tem uma filhA, quando ela se casa você está “giving a girl”, e se você tem um filhO, quando ele casa você está “taking a girl” (no caso, a nora). Bom, tirando as novelas de época da Globo, nunca ouvi ninguém usando essas expressões, eheheheh...

Ela ficou impressionada quando eu falei que no Brasil era frequente que um casal morasse junto sem estar casado, e ficou uns 20 minutos tentando entender como é que funcionava a questão de “casar na Igreja” X “casar no papel”. E me perguntou qual dos dois casamentos que era mais importante. Tough question! Também perguntou como é que funcionava a questão de casamento em religiões diferentes, se era permitido ou não...

Outra pergunta que ela fez foi se no Brasil homens e mulheres eram iguais. Falei que sim. Falei que ainda existia discriminação quanto à mulher, mas que em geral homens e mulheres eram iguais – mulheres podem estudar, trabalhar, enfim, fazer o que bem entenderem. E a resposta dela foi a que todos imaginam: aqui na Turquia não é assim, as mulheres aqui são inferiores aos homens.

Ela explicou que existem vários “tipos” de muçulmanos (mais de 10), e que o “tipo” dela era mais liberal – ela trabalha fora, não usa véu, minha irmã estuda fora também, tudo bem normal. Mas que tem outros “tipos” que não deixam as filhas estudarem, que as fazem usar véu e se cobrirem, e que não as deixam sair de casa direito, que as deixam em casa esperando por um marido.

(Só pra ilustrar, estávamos tendo essa conversa no quarto que eu divido com a minha irmã, e quando meu pai chegou em casa a minha mãe fechou a porta do quarto, obviamente porque ela não queria que ele ouvisse o papo que estava rolando ali dentro).

Bom, acho que não cabe aqui ficar filosofando sobre essas questões, só queria contar um pouquinho porque foi uma conversa muito interessante mesmo, acho que essa troca de experiências e culturas é a coisa mais rica que um intercâmbio desse tipo (em host family) pode proporcionar. O mais importante é sempre manter a cabeça bem aberta!

Quanto à mim... A minha mãe me acha super moderna porque eu moro sozinha há alguns anos, faço duas faculdades, tenho um carro, viajei sozinha para cá... Quando ela perguntou se eu morava sozinha ou with friends eu só dei graças à Deus (ou Allah) por “friend” ser um substantivo sem sexo definido. Porque se ela soubesse que eu moro com um amigo acho que ia ficar horrorizada!

Ah, ela pediu desculpas por ficar controlando as minhas roupas, e fez aquele discurso de mãe: é só para te proteger, é para o seu bem. Ok, eu sei, eu aceito.

E mãe, ela não se conforma sobre como é que você me deixou vir sozinha para a Turquia. Ela já fez a mesma pergunta umas 4 ou 5 vezes, sem exagero! Às vezes eu acho até que ela deve te achar “desnaturada”, eheheheh...

Bom, de legal na sexta-feira, foi só isso. Seguindo adiante...

Sábado:

(A Simone adverte: a descrição à seguir é “kinda boring” e provavelmente só vai entreter a minha mãe, a Cláudia mãe da Fê e a Miriam mãe da Bruna, então quem quiser pode pular que não ficarei chateada).

Hereke (a vila onde eu moro) é conhecida na Turquia e no mundo pelos tapetes que são produzidos aqui, que chegam a ser considerados os melhores do mundo. Então no sábado de manhã fui com o meu pai e com a minha irmã visitar a principal loja/fábrica de tapetes daqui. É realmente impressionante!

Na parede da sala principal tinha vários quadros de fotos, como se fosse um “Hall of Fame”: o dono do local com pessoas como o Papa João Paulo II, o Papa Bento XVI, George W. Bush, Bill Clinton... Só para citar alguns.

Ali mesmo no hall de entrada tinha 3 moças fazendo tapetes. Tive a sorte de ver uma delas fazendo um tapete de 1.156 nós por CENTÍMETRO quadrado, que foi considerado o tapete com a maior quantidade de nós por cm2 do mundo (tinha até uma plaquinha no “tear” dela). Infelizmente é proibido tirar fotos lá dentro, mas só posso dizer que foi uma das coisas mais bonitas e impressionantes que eu já vi na minha vida – o nível de perfeição, de detalhamento, as cores, é realmente muuuito lindo.

Os tapetes mais finos que elas fazem ali levam cerca de um ano para ficarem prontos (100% pure silk, handmade). Elas também fazem outros tipos mais simples (wool and silk e cotton and wool), mas depois que você vê aqueles tapetes de seda maravilhosos, esses outros tipos não tem nem graça. E é realmente um trabalho árduo, que pode sim cegar a mulher. Mas a minha irmã explicou também que é uma tradição muito forte, e que além de fazerem isso pelo dinheiro elas fazem pela tradição mesmo, fazem por gosto. O site do local é www.hanhali.com, para quem tiver mais interesse em ler sobre isso.

(Mãe, tá aí a sua descrição detalhada. Aos outros, podem voltar a ler! Acabou a “boring stuff”).

De lá fomos para Izmit, onde pegamos o seabus para atravessar o mar de Mármara e comer waffles do outro lado de Kocaeli, em um lugar que a minha irmã tinha ido na semana anterior. (Tá, eu sei que waffles não são nem um pouco turcos, mas ela queria ir e eu é que não ia negar, né! Muuuito bom!).

Depois encontrei o pessoal da AIESEC e fomos novamente ao seaside, naquele mesmo lugar em que não se pode pedir cervejas. Em compensação eles nos apresentaram mais um dos costumes turcos: narguile. Foi um programa bem legal. Ficamos algumas horas por lá fumando narguile, falando besteira e ensinando xingamentos em turco, português, tcheco e esloveno uns aos outros (programa clássico de intercambistas, eheheheh...). Enquanto isso, o Artun (aquele que nunca sorri nas fotos) ficou batendo fotos “artísticas” da galera – vejam no meu orkut.

Alguém perguntou de novo porque é que era proibido vender cervejas ali. A resposta de um dos turcos foi: “the answer for that question you can hear five times a day on speakers all over the city”. Para quem não sabe, é a quantidade de prayers diárias, que realmente são transmitidas em auto-falantes nos postes, pela cidade inteira. A primeira entre as 5 e as 6 horas da manhã, e a última por volta das 23hrs.

Tem gente que vira pra Meca e estende seu próprio tapete no chão, tem outros que se ajoelham em cima de pedaços de cartolina, e tem outros que simplesmente ignoram e continuam fazendo o que estavam fazendo (por exemplo, minha família).

Bom, depois da sessão “narguile”, o resto do sábado à noite foi em casa mesmo, na internet e vendo TV. Seguindo adiante...

Domingo:

O domingo foi realmente beeem parado.

Meus pais foram passar a tarde na casa da minha avó, e minha irmã foi para Izmit passear com uma amiga. E eu dessa vez preferi ficar em casa, terminando trabalhos da AIESEC e descansando um pouco (já que amanhã começa a maratona de aulas para os adolescentes).

O legal foi a janta: meus pais trouxeram do mercado vários peixinhos bem pequenos, que sem cabeça tinham por volta de 10 a 15 cms, e um vinho (merlot chileno, bem gostoso). O “preparo” do peixe é simples: é só fritar eles na frigideira, com cauda, pele, espinha e tudo que se tem direito (exceto a cabeça... Ufa!).

Eu, bem inocente, fui ajudar a servir a mesa e coloquei garfo e faca para todo mundo. E fui a única que sequer encostou na tal da faca! Quando a minha mãe me viu tentando tirar a micro-espinha do micro-peixe com garfo e faca, caiu na gargalhada. Eles pegam o peixinho com a mão, abrem ele no meio e arrancam a espinha com a mão mesmo. E realmente, é bem mais fácil. Mas faz uma sujeirada imensa. O peixinho é bem saboroso, e não precisa de tempero nenhum. E o vinhozinho, não preciso dizer que caiu super bem.

Bom pessoas, sobre o final de semana é só isso. Amanhã é meu primeiro dia de aula com os adolescentes, so wish me luck, ok? Se der já faço amanhã mesmo um post contando como foi.

Beijos e abraços, morro de saudades!

Si

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Compro liberdade e pago em euros!

(Ou em libras esterlinas, ou qualquer que seja a moeda mais valorizada do mundo atualmente).

Antes de começar a história motivadora do comentário acima, vou dar uma contextualizada. Ontem à noite, quando minha irmã me perguntou se eu gostaria de caminhar com ela e com meu pai hoje de manhã, eu disse que sim, e aproveitei para comentar que se possível eu gostaria de correr também.

A estranheza da situação já começa por aí: ter que pedir autorização para o meu pai e para a minha irmã mais nova para poder correr na rua – sendo que eles estariam junto comigo (porque fazer qualquer coisa sozinha aqui na Turquia, nem pensar!). Mas tudo bem, pedi, e ela falou que eu podia correr até a metade do caminho, mas que na volta deveria retornar caminhando com eles. Ok, it’s better than nothing!

Então hoje de manhã acordamos para a nossa caminhada/corrida matinal. Fui me trocar, e a minha irmã perguntou se eu não tinha outra calça que eu poderia vestir (no primeiro dia eu fui com uma legging preta na altura da batata da perna). Falei que não (o que é verdade), e perguntei porquê. A resposta dela foi: “because here in Turkey tight pants are not good for sports”.

(Pausa para indignação dos leitores)

Eu fiquei indignada com a resposta – por favor né, não subestima a minha inteligência. Pelo menos me fala qual é o real motivo do pedido! Então fiz a maior cara de burra e perguntei “AHMMM????” (com as sobrancelhas cerradas e movendo a cabeça para trás). Daí ela me deu um motivo “plausível”: “your pants are too tight, people will stare”.

Fiquei revoltadíssima, e por diversos motivos diferentes.


O primeiro, e principal, é a TPM. Eu admito.

Mas além disso, fiquei revoltada porque no primeiro dia que fomos caminhar eu usei aquela calça, perguntei se estava bom e ela falou que sim. Ou seja, era como se estivessem me tirando um direito que eu já tinha “adquirido”.

E fiquei revoltada porque a gente caminha as 8h da manhã, no vilarejo de Hereke, na beira do mar. Tirando o amigo do meu pai, que vai caminhar com o meu pai todo santo dia, nós não cruzamos com absolutamente mais NINGUÉM no caminho inteiro, nunca.

E fiquei revoltada porque poxa, é só uma calça preta de ginástica! Não tô mostrando peito, não tô mostrando bunda, ela não é transparente, é simplesmente uma legging de ir malhar. Não posso falar por todos os homens do mundo, mas 100% dos meus entrevistados para escrever esse post (ou seja, 1 homem) concordaram que leggings pretas de academia não são assim tãããooo sexys ou sugestivas quanto pernas ou peitos de fora.

Mas, como diz um dos meus amigos turcos, “what can I do sometimes?”... Me conformei né. Lá fui eu correr, em pleno verão, acompanhada do meu pai, do amigo dele e da irmã, usando uma mega calça de moletom, quente como o inferno, na bela cor azul turquesa. Sorte a minha que hoje está fresquinho aqui (24 graus Celsius). Mas se amanhã estiver o mesmo calor infernal do resto da semana, acho que vou fazer um motim, começar uma rebelião, sei lá. Ou só vou ficar em casa e dormir até mais tarde mesmo.

(Tá bom vai, brincadeiras à parte, não precisam se preocupar, ok? Eu vou sim usar as roupas que me mandarem usar, é claro que vou, não sou louca. Também fiquei com medo dos Apaches. Mas em pensamentos, sei que vou continuar me revoltando. Afinal de contas, não foi para isso que queimamos sutiãs na fogueira).

Tirando isso, a minha manhã e a minha tarde foram normais – reuniões, treinamentos e trabalho na AIESEC. E muita cereja (Duda, não se preocupe, eu já devo ter passado de 1kg de cereja fááácil).

By the way, descobri mais uma política inusitada da Turquia essa semana: aqui, o Youtube é proibido. Os AIESECers já nos ensinaram como acessar o site “ilegalmente”, mas se você simplesmente digitar www.youtube.com vai ver um aviso do governo dizendo que o acesso ao site não é autorizado.

Enfim... Por volta das 18 hrs fomos novamente ao mesmo pub onde foi a festa de sábado (aquele que aceita “jovens mulheres estrangeiras que mostram seus corpos”), dessa vez para assistir Eslováquia x Itália. Deu para descontrair, e já aproveitamos para empolgar a galera para o jogo de amanhã.

Cheguei em casa por volta das 21 hrs, bem a tempo de assistir o último capítulo da novela mais famosa da Turquia na atualidade. Se vocês pensam que novelas do Manoel Carlos são complicadas, é porque nunca ouviram falar dessa novela: a jovem (gold-digger de nome Bihter) casou com um velho rico, mas na verdade é apaixonada pelo sobrinho do velho, que por sua vez vai casar com a filha do velho (porque o sobrinho do velho não é sobrinho de sangue, é tipo sobrinho “adotado”). Além disso, tem um empregado do velho que tá doente, pela hora da morte, e que também é apaixonado pela filha do velho. By the way, o velho pediu o divórcio da Bihter, e agora a Bihter está ameaçando o sobrinho de contar tudo para a filha do velho (contar que ela teve contato físico com o sobrinho). O empregado faz então uma confissão para o velho no seu leito de morte, conta tudo (ou seja, conta que o velho é corno), e no final sei lá como ou porque, mas a Bihter acaba se suicidando. Very, veeery craaazy turkish soap opera!!!

Assistindo ao último capítulo da novela, minha mãe me perguntou como eu queria que fosse meu casamento. Contei, e falei que agora só faltava o husband. Então ela começou a falar (muuuito sabiamente) sobre homens e relacionamentos. Não vou escrever aqui o que ela me falou, pois considero que é uma sabedoria que só deve ser compartilhada entre mulheres (às interessadas, posso mandar algumas “quotes” via e-mail). Mas tenho que dizer que, mais uma vez, fiquei surpresa com a universalidade de certas coisas. Very, very impressive!

Bem, por hoje é “só” isso. Amanhã ou sábado tem post novo, pra contar como foi assistir a vitória (I hope) ou derrota do Brasil aqui na Turquia.

Morro de saudades de tudo e de todos!

Love you all!

Simone

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A day at the beach!

Depois de muitos pedidos desesperados, de pessoas chorando e implorando por mais um post no blog... Vou contar a todos como foi meu dia na praia!!!

Acordei cedinho para me arrumar, e minha irmã saiu para caminhar com o meu pai no mesmo horário. Então na hora que eu fiquei pronta estávamos somente eu e minha mãe em casa, e ela (e seu inglês maravilhoso) olhou para mim, olhou para o meu shorts... Colocou a mão na minha coxa, na altura do shorts, e disse "no". Colocou a mão na altura do meu joelho e disse "this, better". E depois falou, muito sabiamente: "people look!!!".

O único problema é: eu só trouxe 2 shorts, ambos do mesmo tamanho, e uma mini-saia jeans (também no melhor "brazilian style"). Então negociei com ela (por gestos) que eu ia de calça jeans até a praia, e que só ia colocar meu shorts chegando lá. Ok, problema resolvido!
(Deixa eu ressaltar que os shorts que eu trouxe não são os famosos "rala-c*" brasileiros, e que quando perguntamos aos AIESECers turcos sobre roupas a resposta que nos deram foi: "Turkey is a free country and everyone can wear whatever they want". AAAAHAAAM, tá bom! Conta outra!!!).

Para variar, cheguei na AIESEC as 9h, mas só fomos para a praia as 10h. Foi 1h30 no ônibus, suando como uma condenada, com vários intercambistas fumando DENTRO do ônibus, como chaminés. Disgusting!

Enfim, chegamos na praia...

O nome da região é Kandira, fica ainda dentro da província de Kocaeli, e o nome da praia é Cebeci (a pronúncia é algo como "Xébxê"). É no Mar Negro. A água é realmente impressionante, azul e verde, muito bonito. A praia é bem suja, as pessoas jogam as coisas no chão e não estão nem aí. E a infra-estrutura em volta da praia é precária. Se fosse no Brasil, já teria tenda de água de côco, barzinho, vendedor de cerveja, restaurantes legais, etc. e tal... Lá só tinham algumas poucas tendinhas de madeira, tudo bem tosco. E o banheiro (público) era só de privadas turcas. Elas me perseguem!!! Ah, e a água do mar é muito gelada. Eu só me molhei até o joelho mesmo, só pra dizer que entrei no Mar Negro (eheheheheh...).

Agora, todo o evento "ir à praia" é um capítulo à parte.

Logo que chegamos lá, os AIESECers turcos foram procurar um "special place" para o nosso grupo. Tinha que ser afastado das outras pessoas, não podia de jeito nenhum ser no meio da galera. Daí nos instalamos, e eles já vieram avisar: "if you want to eat, or use the toilette, or drink something, DON'T GO ALONE, call us and we will go with you". Pensei "pô, que terrorismo né!".

Depois eles explicaram mais ou menos a razão: os Apaches. Os apaches são homens turcos do tipo "stalkers" - se vêem uma mulher sozinha, vão atrás dela, ficam enchendo o saco, e são capazes até de estuprá-la. Segundo minha irmã e a prima dela, eles são pessoas que não tem dinheiro, mas fingem ter, compram roupas falsificadas para dizer que usam roupas de marca (fake Adidas, etc.), usam a camisa aberta até a metade do peito, com mega correntes de ouro aparecendo, e ouvem tunts-tunts e dançam de um jeito bem típico. Ah, e segundo elas também, eles geralmente são curdos.

Fiquei pensando um tempo sobre essa descrição deles. Engraçado como, com apenas pequenas mudanças, o estereótipo se encaixaria em outros países perfeitamente. A diferença é que no Brasil, pelo menos do meu ponto de vista, as mulheres não tem esse medo todo de serem estupradas. E também não tem nada a ver com ser curdo, ser turco, ser armênio ou whatever. Por exemplo, para ir da praia até a tendinha de água, tive que chamar um homem para me acompanhar - eram menos de 500 metros de distância, era dia, estávamos na praia!!! E quando contei isso pra minha irmã e pra minha prima, elas falaram que estava certo, que tem que ser assim mesmo. Assustador!

As roupas também foram outro capítulo à parte.

Na Indonésia a religião predominante também é muçulmana, e tem 3 meninas da Indonésia aqui em Kocaeli (por sinal, muuuito queridas). Apesar de estarem de biquíni, nenhuma das 3 tirou a roupa. Uma delas, inclusive, falou que ia entrar no mar de shorts, porque depois ela tinha um outro shorts seco para trocar. Weird!
Os biquínis, em geral, eram normais na parte de cima, mas gigantes na parte de baixo (alguns tão grandes que chegavam a ficar "empapados" na bunda). Acho que tirando os biquínis brasileiros (of course), o mais descoladinho era o da Ucraniana safada (OF COURSE!).

E o traje muçulmano das mulheres turcas... Bom, só mesmo com foto para vocês entenderem o que é:



É raríssimo que alguma menina da minha idade use isso, é mais para as mais velhas e conservadoras mesmo. Vimos algumas mulheres com esse traje na praia, nadando com seus filhos ou debaixo do guarda-sol mesmo, e eu até tentei bater fotos escondida, mas não deu certo. Reparem que do joelho para baixo a vestimenta é destacável. Fiquei pensando no porquê. Será que alguém realmente acha que só isso vai ajudar uma mulher que está inteiramente coberta por uma roupa de neoprene, na praia, no calor de 35 graus, a se refrescar? I guess so.

As atividades de praia também eram bem diferentes das brasileiras. Tirando eu, a Fê e a Ucraniana safada, ninguém ficou torrando no sol. Os chineses levaram um baralho de Monopoly (tipo Banco Imobiliário em cartas) e ficaram jogando por horas. Outras só ficaram sentadinhas conversando. E os meninos ficaram jogando futebol - acho que isso é universal - e enchendo o nosso saco para entrar na água (nos ameaçando com garrafinhas de água, fazendo guerrinha, etc.). Acho que isso é universal também.

Ah, esqueci de falar uma coisa: para nossa sorte, em pleno verão, nessa cidade que faz 30 graus as 8h da manhã, nós conseguimos ir para a praia exatamente num dia de CHUVA! Me desculpem pela boca suja, mas é de cair o c* da bunda mesmo! Pegamos uma rápida chuva de verão no meio da tarde, e lá pelas 17hrs o tempo começou a fechar de vez, então tivemos que encerrar nosso dia na praia mais cedo. Uma pena!

Meu saldo final foi um torrãozinho de leve (mesmo passando FPS 30 no corpo todo), porque afinal de contas eu sou praticamente descendente de poloneses (reparem na brancura assustadora das minhas pernas nas fotos do Orkut).

Cheguei em casa podre, e como era de se esperar, sem condição alguma de fazer um post legal. Sorry pelo atraso!

Hoje foi um dia normal: acordar cedo, reunião e trainings na AIESEC, preparação das apresentações de semana que vem, etc. e tal. Detalhe importante: para aqueles que acham que eu vou dar aulas para crianças, descobri essa semana que na verdade meus alunos serão adolescentes de 15 a 18 anos!!! Mas acho que é mais fácil assim mesmo, afinal de contas, quem me conhece sabe como eu sou jeitosinha com criancinhas, eheheheheh...

A única coisa de diferente no meu dia de hoje foi que saí com a minha irmã e com a minha prima. Fomos a um bar no seaside, tomar chá turco e conversar. A prima tem 20 anos, mora em Istambul e estuda Direto. Tem o cabelo platinado, usa decote, bebe, fala merda, e parece ter a cabeça bem aberta. E fuma como uma condenada. A minha suspeita é de que fumar e jogar gamão são as formas que os turcos jovens encontraram para sublimar a falta de álcool e de contato físico com o sexo oposto. E que talvez essa agressividade dos Apaches também venha da falta. I don't know, it's just a theory.

Anyways, amanhã combinamos de ir ao mesmo bar para fumar narguilé, que é mais uma das tradições milenares turcas. E mãe, antes que você diga que eu estou dando um mal exemplo para a minha irmãzinha, fique sabendo que a sugestão foi delas, ok? E eu e a Fê estamos buzinando no ouvido dos turcos desde segunda-feira sobre o jogo, então acredito que na 6a iremos a um pub para assistir ao jogo em grupo e tomar uma cervejinha, oba! (eu mereço!).

Aguardem cenas do próximo capítulo!

Parabéns a todos que se deram ao trabalho de traduzir o recadinho em turco, aguardem que o presente chega no final de Julho.

Amo todos vocês, e estou com saudades!

Beijos,

Si

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Typical Turkish Meal

"Agora é domingo, e vamos passar o dia inteiro em casa sem fazer muita coisa. Só vendo TV, na internet, lendo, descansando..." (CORONA, 20/06/2010).

Aham, tá bom, vai nessa Simone! Só porque tu quer mesmo!!!

Mais ou menos uns 15 minutos depois de eu terminar de escrever meu post de domingo a minha avó paterna ligou aqui pra casa, convidando a família pra ir jantar na casa dela. Na hora que a Bige traduziu a situação pra mim ela já foi logo avisando: "I'd warn you to take a book with you, because you will get bored there". Hmmm... Uhul! Very promising!!!

Mas no final foi uma experiência no mínimo interessante. Tivemos o que a Bige chamou de um "typical turkish meal".

É assim:

No meio da sala tinha uma mesinha redonda beeem baixinha (os pés da mesa deviam ter uns 30 cms no máximo), e embaixo da mesa, no chão, estava estendida uma toalha de mesa quadrada, de tamanho normal. Todos sentaram no chão, de pernas cruzadas, e cobriram o colo com aquela toalha que ficava embaixo da mesa. Tipo um "babador", eheheheheh...

Comemos sopa de vagem (mãe, estou amando vegetais refogados, viu que orgulho?) e um trigo não-moído, antes de virar farinha... Não sei bem o nome, mas é como se fosse um tipo de arroz, é bem gostoso! De acompanhamento tinha pão (que tinha que ser cortado e comido com as mãos, como em uma refeição típica dos antepassados), e uma cebola.

A cebola é um caso à parte. A Bige trouxe a cebola da cozinha, colocou ela num pote raso e abriu ela com nada mais nada menos que um MURRO. Diz ela que quando eles estão com preguiça é normal abrir a cebola "with a punch". Menina de propriedade! Enfim, a cebola é comida ao natural mesmo - cada um vai pegando um pedaço e comendo junto com a comida. E depois a família inteira fica com aquele bafo péssimo por horas (e eu também, não quis fazer desfeita né).

Depois disso, atravessamos a rua e fomos para a casa da outra avó - a mãe da minha mãe. Lá fizemos o que todos os turcos amam fazer: conversar sobre a vida tomando chá preto. Bem "reunião familiar" mesmo.
Conheci uma tia que mora fora há mais ou menos 2 anos (Londres e Austrália), fez pós-graduação e trabalha no exterior, e que mesmo assim fala inglês bem mal. O vocabulário é bom, mas a pronúncia e a construção das frases deixam muito a desejar. Deve ter a ver com a língua turca, porque o inglês ruim é, aparentemente, unanimidade nesse país.

Comentário à parte: é impressionante como toda família é igual.

Logo descobri pela Bige que a minha host mother não queria muito ir nessa janta, que ela não gostava muito de frequentar a casa da sogra... Muito engraçado!
Chegando lá, a avó deu pra minha mãe umas calcinhas que ela tinha comprado em Izmit, tipo, GIGANTESCAS e MUITO FEIAS, brancas de algodão, tamanho "obesidade" mesmo. E a minha mãe ficou olhando com uma cara de desgosto, e ainda por cima teve que provar - dava pra ver na cara que ela tinha odiado, ahahahahahahah... Ela fez uns comentários em turco, mas nem precisava de legenda pra entender o que tava rolando ali. Tive que me segurar pra não dar risada daquela situação!

E claro que ficamos bem pouco tempo na casa da sogra (uns 40 minutos) e um tempão na casa da mãe da minha mãe (mais de 2 horas). Ééé... Não importa o país, toda família é igual.

Bom, ontem foi só isso que aconteceu mesmo. Quando chegamos em casa ainda assitimos um pouco de TV, e a minha mãe - sempre preocupada em me alimentar direito - me trouxe algumas cerejas. Pra quem gosta, esse país é o paraíso da cereja fresca - 1 kg custa 4 turkish liras, o equivalente a 6 reais. E é muuuito bom.

Hoje acordei cedo (7h45) pra ir caminhar com a minha irmã, o meu pai e seu outfit peculiar. Dessa vez pelo menos ele trocou o sapato de couro por um par de tênis. Ufa!!!

Caminhamos das 8h às 9h30, e a Simone, branquela descendente de poloneses, já conseguiu ficar com a marca do top e toda vermelha. Sim, aquela marca BEM bonita, duas faixas retas super grossas nos ombros. Isso que é horário de verão (ou seja, na realidade eram 7h da manhã). Imaginem o que o sol desse país não faz pra pessoa das 10h às 15h. Ah, não vou mandar fotos não, nem adianta pedirem.

A caminhada em si foi super agradável, o único problema era o odor dos meus familiares. Quando o vento vinha de trás eu era obrigada a ficar atrás do grupo, e quando o vento vinha da frente eu era obrigada a andar na frente de todo mundo. E o vento mudava de direção o tempo todo. Que desespero!!! Eu não sei qual é o problema, porque a Bige pelo menos eu sei que toma banho todos os dias, às vezes até dois banhos no mesmo dia. Mas eu não sei se ela se ensaboa direito (não tomo banho junto pra saber né!), e também nunca vi ela passando desodorante. Acho que amanhã vou fazer uma operação de busca no banheiro, e ver o que eu acho.

No mais, o meu dia foi normal. Tivemos reunião na AIESEC, e conhecemos mais duas brasileiras que estão aqui (Maísa e Ana, de Goiânia, amigas da Suzy, que também está aqui e também é de Goiânia - chequem fotos no orkut).
Ah, também fomos conhecer um dos shopping centers da cidade, que por sinal é bem fraquinho e deixou a desejar. Pai, pode respirar aliviado, nem com esforço vou conseguir gastar dinheiro por aqui. Mas já comprei um protetor solar FPS 30 para o corpo.

Especialmente porque.... Amanhã vamos à praia!!!

O ônibus parte as 9h00 em direção ao Mar Negro, e retornamos apenas ao anoitecer. Estou curiosíssima para ver o comportamento turco na praia. Tamanhos de biquíni, bebidas que podem ser consumidas e que não podem, como as mais conservadoras se viram com a burca... Vai ser uma experiência e tanto! Se estiver em condições faço um post amanhã mesmo contando a aventura. Senão, aguardem por notícias na 4a feira.

Uma boa semana aos meus leitores assíduos (ahahahahahahahaahah já estou ficando pretensiosa), e também para aqueles que caíram nesse blog de pára-quedas e se arrependeram de perder tempo lendo meus relatos extensos e detalhados.

Saudades!

Seni seviyorum!!! (quem traduzir ganha um presentinho turco - não vale colar no Google Translate!)

Si


(Ah, já que todo mundo só quer saber do tal do banheiro turco, segue abaixo uma foto para que todos entendam o funcionamento e a logística do negócio).

Aparentemente, os frisos são para as pessoas colocarem os pés e não caírem dentro da privada (apesar de que se ficarem de pé ali já vão estar automaticamente dentro da privada... Tough call!). Agora entendo porque não se entra de sapato dentro de casa - realmente, depois de usar esse banheiro o sapato deve ficar "levemente" sujo né!

E aí, alguém se arrisca? Querem instalar um desses em casa? Eheheheheheh...




domingo, 20 de junho de 2010

Merhaba!

Sei que estão todos muito curiosos para saber como foi a festa de ontem, então vamos direto ao que interessa.

Depois de certa “negociação”, consegui autorização dos meus pais turcos para ir à festa. Eles são super-hiper-ultra-mega preocupados comigo, então fizeram questão de ligar para a AIESEC e garantir que no final da festa alguém ia me levar até o ponto de ônibus, para que eu não tivesse que fazer “todo o trajeto” sozinha (são apenas 5 minutos de caminhada). Achei bonitinho – mas só porque são só algumas semanas. Acho que eu não conseguiria viver assim de novo... Viva a liberdade! Obrigada pai, obrigada mãe!

Acho que eu já falei que turcos são tão ou mais enrolados do que brasileiros, né? Marcamos de nos encontrar no LC (Local Comittee, é o nome dado aos escritórios da AIESEC) as 18h para ir para o pub, mas saímos de lá só por volta das 19h.

Andamos um pouquinho pelas ruas de Izmit até chegar no pub. Passamos por alguns pubs pelo caminho, e o engraçado é que em nenhum deles você via mulheres – nem sozinhas, nem em grupos, nem acompanhadas de homens. Era como se fosse permitido apenas aos homens sentar para tomar uma cervejinha num sábado quente e ensolarado (as 18h um termômetro da cidade marcava 31º Celsius). E todos eles, sem exceção, ficavam nos encarando enquanto nós passávamos.

Entramos numa portinha, subimos uns 5 lances de escada (sem exagero), e lá em cima do prédio, bem escondidinho, ficava o que é, aparentemente, o único pub que aceita “jovens mulheres estrangeiras que mostram seus corpos” (ouvi dizer que em turco isso é sinônimo de “devil”, eheheheh....). Dava para ver homens mais velhos olhando pra nós dos prédios vizinhos. É o tal do choque de culturas, I guess.


A festa em si foi bem legal. Cheguei à conclusão de que tem algumas coisas que são universais. Não importa onde você estiver; você vai encontrá-las.

1 – rodinhas de dança, onde alguém sempre é empurrado para o meio da roda e os outros ficam em volta batendo palma e gritando “uhul!!!”’;

2 – Brincadeirinhas universitárias. Pasmem, mas em algum momento da festa as pessoas fizeram Tchu-Tchu!!! Fiquei de cara.


O nome do chopp pilsen local é Efes. Ele é servido bem gelado em pints e muito me agradou. Ponto para os turcos! Claro que não bebi muito, novamente a pedidos da minha família turca super protetora (a Bige falou que o pai pediu pra eu não beber, pois eu estava sob responsabilidade deles, e caso algo de ruim acontecesse comigo a responsabilidade ia ser deles também). Ok, fair enough.

A festa acabou por volta das 22h (sim, é isso mesmo). Minha família estava me esperando no ponto de ônibus em Hereke, e me levaram para um bar/restaurante aqui da village. Mais um daqueles momentos surreais na vida de uma pessoa....

Sentamos em uma mesinha na beira do mar de Mármara, pedimos chá preto e água, e a Bige ficou me ensinando a jogar gamão. Ah, e trocamos uma idéia sobre futebol – meu pai e minha irmã são Fenerbahce, e minha mãe é Galatasaray (mas acho que é só pra dizer que tem um time mesmo, porque ela não sabia nem quem é o Elano). Enfim, experiências que não tem como descrever, só estando lá pra saber mesmo. Estou amando.

Agora é domingo, e vamos passar o dia inteiro em casa sem fazer muita coisa. Só vendo TV, na internet, lendo, descansando...

Ah, agora há pouco meus pais saíram, daí a mãe veio me dar “tchau” no quarto, e eu falei pra Bige falar pra ela algo do tipo “have fun, enjoy”. A Bige falou, a mãe falou algo e a Bige traduziu pra mim – “they are going to a funeral”. Sério, pedi desculpas em umas 10 línguas diferentes, fiquei roxa de tão envergonhada! Mas a mãe só riu, aparentemente é o funeral de um parente de um amigo, então não tem problema. UFA!!! Da próxima vez vou pensar muuuito bem antes de fazer qualquer comentário, essa foi por pouco!

Ah, deixa eu explicar essa história de “Izmit”, “Hereke” e afins. O nome do lugar que nós moramos é Kocaeli (se lê “Kojaelhi”), que é como se fosse uma cidade formada de pequenas “villages”, o equivalente a bairros. O nome do bairro do centrão (onde fica o comércio, a AIESEC, etc.) é Izmit, e o nome da vila onde eu moro é Hereke. Os intercambistas estão espalhados por várias vilas diferentes, cada um em um canto. Aqui perto acho que não tem ninguém, pelo menos até onde eu sei.

Bom jogo do Brasil para vocês, pessoas sortudas que vão poder assistí-lo no fresquinho, tomando uma cervejinha e comendo pipoca. Eu acho que nem vou ver, é no horário da novela preferida da minha mãe... Puts! Me dei mal. Mas não tem problema também. Semana que vem estamos tentando agitar um barzinho com os intercambistas, tomara que dê certo.


Continuem comentando!

Beijos a todos, amo vocês e estou com saudades!

Si

P.S. Vou postar uma foto da Ucraniana sem-noção no blog, só para vocês verem que não é implicância minha. As minhas fotos eu vou postar só no orkut, senão é muito trabalhoso!



Na foto: Adela (Rep. Tcheca), Ucraniana safada, Alper (Turquia)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Merhaba!

Tô seguindo na empolgação dos posts diários (enquanto ainda dá tempo), apesar de que hoje não tenho muitas coisas para contar.

Fomos ao CL da AIESEC de manhã. A minha host sister me levou pra eu aprender a pegar o ônibus, bem querida. É fácil, da pra se virar sozinha numa boa.

By the way, descobri que o nome dela se escreve BIGE, e não Biga como eu tinha achado que era. O nome da minha host mother é Makbule e o nome do meu host father é Kadir. Fica a sugestão pra quando vocês tiverem seus filhos!

Bom, voltando ao que interessa: tivemos reunião e o pessoal da AIESEC explicou a programação das próximas semanas de trabalho, e também a programação dos finais de semana. Ao que tudo indica, vai ser bem menos trabalho e bem mais viagens do que eu imaginava. Não preciso dizer que adorei a novidade né! Izmir, Capadócia, Istambul, here I go!

Fomos todos almoçar juntos – doner kebab!!! No almoço deu pra conversar bastante com os outros intercambistas. Tem gente do mundo inteiro MESMO: Rússia, Indonésia, USA, Cazaquistão, China, Marrocos, e por aí vai. Todo mundo muuuito gente boa, é impressionante como você pode conversar com alguém do outro lado do mundo e ainda assim encontrar 500 coisas em comum. (A Bige, por exemplo, AMA o Jack Bauer! Não preciso nem comentar que eu amo ela, né?).

Ah, tem uma menina da Ucrânia que é de cair o c* da bunda!!! Num país muçulmano, num intercâmbio voluntário, a menina me escolhe o seguinte outfit: vestido estampado justo e super decotado (tipo Brasil), sandalinha de salto alto e fino, unhas “francesinhas” ridiculamente compridas, um quilo de maquiagem na cara (com direito à sombra azul em plena luz do dia)... Céus, como tem gente sem noção nesse mundo!

Falando nisso, aqui as pessoas se vestem das formas mais diferentes. Na rua se vê mulheres adultas usando véu, algumas pouquíssimas usando burca, e jovens da minha idade usando qualquer roupa: shorts, calça jeans, blusinha, qualquer coisa mesmo. Mas é impossível ver alguma delas com uma blusa mais decotada. No máximo mostram o colo, mas você não chega nunca a ver peitos (até parece o Brasil, né?).

Bom, depois disso compramos SIM cards (yes, agora eu tenho um turkish cell phone), e fomos tomar uma água no seaside (em um barzinho numa doca olhando o mar de Mármara).

(Não, vocês não leram errado: realmente tomamos ÁGUA. Aparentemente, existe uma lei estúpida que diz que perto da beira do mar não se pode vender bebidas alcoólicas. Imagina, pra que serve uma vista maravilhosa quando uma pessoa não pode apreciá-la tomando uma cervejinha estupidamente gelada? Que desperdício!).

Bom, depois disso vim para a minha casa, jantei com a minha família, e agora minha host mother está lendo sobre o Brasil em uma enciclopédia. Ela acabou de perguntar como é que eu posso ter vindo do Brasil e ser tão branquinha... Acho que é porque ela nunca viu uma foto do meu pai! Eheheheh... Saudades, pai!!!

Tá, amanhã tem festinha de integração, depois faço mais um post contando como foi. Esperem bizarrices!

Beijos a todos, saudades!

Love you all!

Si

P.S.1. Essa é pro pai, que eu sei que vai ficar curioso. Um euro equivale a 1,92 turkish liras (ou liras turcas, I guess). E no aeroporto de Istambul era 1,80 (sim, é sempre um roubo).

P.S.2. Falando no pai, hoje de manhã vi meu host father chegando da sua corrida matinal. Ele estava vestido EXATAMENTE como meu pai se veste diariamente: calça de prega, camisa de botão de manga comprida, cinto e sapatos de couro. Num calor de 30 graus. Whatthefuck???

P.S.3 Gostei de ver que tive vários comentários, continuem lendo e comentando! É meio desanimador quando eu acho que estou escrevendo pra ninguém!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

The true Turkish Experience

Hi everyone!

Bom, aparentemente todo o dia aqui nesse país é uma aventura, então hoje tem mais um post contando como foi meu dia (lembrando que agora são mais ou menos 22h aqui - estou me preparando para dormir enquanto vocês aí no Brasil ainda estão na correria do dia).

Acordamos de manhã no hotel - so far, o café da manhã turco SUCKS! Pepino, tomate, azeitona preta, uma pseudo-mortadela muito feia, um pseudo-queijo de um tom de amarelo quase tóxico... Medo! Mas pelo menos tem o clássico pão+manteiga, ufa!

Depois de um banho emocionante (o box quase caiu na minha cabeça) fomos esperar o transfer turco. Descobri que eles são piores que brasileiros. Pedimos o transfer para o meio-dia. A cada 5 minutos o cara da recepção falava "ten more minutes", e o fucking transfer chegou só 12h30.

(De dia, Istambul continuou me lembrando muito de São Paulo. Uma metrópole moderna, com construções feias, grandes avenidas, trânsito e poluição visual. Mas também tem um lado fantástico, com várias construções históricas e belezas naturais. Vimos várias mesquitas, atravessámos o Estreito de Bósforo, vimos o Mar de Mármara... Lindo!)

(Ah, e agora já posso dizer que estive na Ásia, oba! Só falta a Oceania - New Zealand, here I go! Mãe, prepara o bolso...).

Recuperar nossas malas foi mais um sufoco à parte. A Fê praticamente INVADIU a área de desembarque internacional, porque nos mandaram ficar do lado de fora ligando pra um telefone que simplesmente ninguém atendia! No final deu tudo certo (UFA!), conseguimos inclusive encontrar o menino da AIESEC (que é, por sinal, um bananão), e pegamos o caminho da "roça".

Fizemos o bom e velho circuito aeroporto-metrô-ônibus-caminhada... Êêê, que saudades que eu tava da vida de mochilão! Peraí... A saudade passou!!! Calor do inferno, umidade bombando, parece Joinville!

A AIESEC de Kocaeli é bizarra, fica num prédio no centrão (Izmit), toda entulhada de coisa, quente pra burro, todo mundo fumando o tempo todo (costume dos jovens turcos), e o banheiro é TURCO! (Oooh, que surpresa né, um banheiro turco na Turquia? Ahahahahah ok, ok...)
Pra quem não sabe, banheiro turco é como se fosse um "buraco" no chão. Depois eu vou postar uma foto! Mas já vou avisando que é TENSO!

Depois de um tempinho a minha host family chegou pra me buscar.

Acho que até agora, a melhor surpresa da viagem. É uma menina de 16 anos, o pai e a mãe. Ela se chama Biga (podem rir... Eu não sei como se escreve mas é assim que se pronuncia).

Ela é muuuito, muuuito, simplesmente muuuito fofa e querida! Logo que eu cheguei eles me levaram pra conhecer vários parentes, entrei nas casas, cumprimentei, troquei uma idéia (com a Biga de intérprete, of course), foi muito legal mesmo. Ela foi me explicando várias coisas, de cultura (ao entrar em uma casa todo mundo tira os sapatos, pra não trazer pra dentro de casa as sujeiras da rua), de tradição (como demonstração de respeito e admiração, as pessoas beijam as mãos dos mais velhos, ou dos avós)... Muito legal MESMO! E segundo ela, nessas semanas "I will be her older sister" - aaai, vocês sabem que eu não sou sentimental, mas é de chorar né!!!

Depois viemos pra casa dela (minha casa). Nós duas vamos dividir o quarto, minha cama é bem confortável, eles foram super prestativos pra tudo (comida, toalha, roupa de cama, espaço no armário, tuuudo pra eu me sentir confortável). A mãe cozinhou pra nós: macarrão, meatballs e um pedaço frango (pratão cheio), e pra tomar ela faz em casa (pasmem) iogurte, diluído com água e misturado com sal. A comida estava bem boa, mas fui obrigada a admitir que do iogurte eu não gostei. Não dá pra ganhar todas né!

Me parece que é uma família de classe média, não vivem com muito luxo, mas pelo que é o país e a cidade parece que eles tem uma vida confortável. TV de plasma, internet (só que não é wireless), um apartamento bem grandinho, bem legal. Eles tem em casa um banheiro turco, mas graças a deus tem o normal também.

Ah, falando em Deus, agora mesmo começou a última reza da noite na mesquita aqui do lado. É a mais longa do dia. A mãe da Biga me explicou que as rezas são sincronizadas no mundo inteiro, de forma que quando acaba a reza aqui começa em outra cidade and so on, ou seja, em algum lugar do mundo sempre tem algum muçulmano rezando... Achei bonito. Ah, eles são muçulmanos, mas não são muito praticantes pelo que eu pude perceber. Até agora pelo menos ninguém virou pra Meca! Os pais da Biga fumam, e ela bebe escondida (duas cervejinhas só, segundo ela).

É engraçado, cada vez mais parece que eu estou na casa de alguma amiga minha - tudo igual, todo mundo gentil, só que do outro lado do mundo. Great feeling!

Bom gente, acho que por hoje era "só" isso - quem me conhece sabe que tenho essa compulsão por escrever, então aguardem posts GIGANTES sempre que possível. É uma forma legal de eu guardar as minhas memórias também!

Amanhã temos uma reunião na AIESEC, e semana que vem começamos a trabalhar. O medo número um já foi vencido (minha família turca), agora terei que enfrentar o medo número dois (criancinhas turcas). Torçam por mim!

Beijos e abraços a todos,
Saudades!

Si

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Whatasituationmyfriend!!!

Oi pessoas! (Ou melhor, Merhaba!)

Vou contar um pouquinho do início da nossa viagem...


A viagem até que tinha começado bem.

O vôo de Curitiba para o Rio saiu na hora, e o vôo do Rio para Paris atrasou apenas 20 minutos. O piloto era até engraçadinho, disse seu nome e falou que era also known as "Sean Connery". Tá bom, engraçado, vai... Ganhou pontos.

Hoje é que as coisas começaram a desandar.

Chegamos em Paris hoje (16/06) as 16h25 (horário local), suuuper atrasadas, já que nosso vôo saía de Paris as 17h35 (embarque as 16h55). Corremos pelo Charles de Gaulle, e conseguimos chegar a tempo (até de comer um macaron, oba!).
O vôo foi tranquilo, chegamos em Istambul as 22h05 (horário local também). Então fomos buscar nossos mochilões na esteira... Uma vai no banheiro, a outra espera. A outra vai no banheiro, a uma espera. E nada do mochilão. A esteira para, e nada do mochilão. A esteira volta a andar, com malas do próximo vôo, e nada do mochilão.

Shit!!!

Depois de uma hora tentando nos comunicar com a moça do balcão da Turkish Airlines (com um inglês de fazer o Uncle Sam se revirar no caixão), descobriram que nossas malas ficaram em Paris por causa da conexão apertada, e ficou combinado que as nossas malas chegariam amanhã, as 13h. Ufa!

Okay né, já que está tudo certo, vamos então procurar o pessoal da AIESEC. Uma vai por um lado, outra vai pelo outro, à procura de alguma plaquinha com os nossos nomes... Não achou? Então vamos dar uma volta pelo aeroporto... Nada ainda?

Shit!!! (2)

E agora, o que fazemos? Vamos atrás de internet, né... Acabamos pegando um hotel 3 estrelas, no centro de Istambul, "suuuper bem localizado". Aham, tá bom. Só acredito vendo. Mas pelo menos o preço é razoável, e tem um serviço de transfer do aeroporto para o hotel, e do hotel para o aeroporto amanhã Ufa!!!

Pegamos o transfer.
(Primeira impressão de Istambul: parece São Paulo, com uma mesquita here and there. Mas tá bom, era de noite, estávamos exaustas, e aeroportos ficam afastados da cidade, então dá para dar um desconto né. Amanhã olho para a cidade com calma).
No transfer, mais fortes emoções. Nosso motorista é, do nada, parado numa blitz e obrigado a fazer bafômetro! E eu e a Fê já se revirando no carro, achando que estávamos sendo sequestradas para o tráfico internacional de mulheres!!!

Shit!!! (3) - essas coisas só acontecem com a gente!!!

Bom, no final acho que dá para dizer que deu tudo "certo" - o hotel é super velho, cheira à mofo, nosso banheiro tem um vazamento na pia (se quiser lavar a mão depois de fazer xixi vai ganhar uma lavação nos pés de brinde), fica num bairro feio pra burro... Mas tá valendo. Estamos assistindo um equivalente à "Zorra Total" em turco. Ninguém merece.

(Mais uma: fui até uma lojinha comprar shampoo e condicionador - uma aventura à parte. Agora tenho um Dove "Ciddi Yipranma Belirtisi Gosteren Saçlar Için" e um Pantene "Ipeksi yumusaklik saç bakim kremi kuru veya sert saçlar için". What the fuck???)

Mas já está tudo acertado para amanhã, já combinamos o transfer para o aeroporto, já combinamos tudo de novo com os AIESECers... Tomara que amanhã eles estejam lá!

Torçam por mim!

Beeeeijos a todos, saudades!
Amo vocês!!!

P.S.1 - Aqui são 6 horas à mais do que no Brasil.
P.S.2 - Acabei de descobrir que o menino que deveria nos buscar estava no aeroporto, mas ele estava DORMINDO num banco!!! Sem camiseta da AIESEC, sem plaquinha com nossos nomes, simplesmente dormindo num banco!!! Não tem explicação.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor - Parte I

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê?

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você